Soneto de amor
Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
Mais um poema de José Régio!!!
Não é bem uma amada que procuro, e nesse verso alteraria qualquer coisita, até porque eu sou moderna, mas nem tanto!!!!!!
Queria um amor assim, será que o tenho? Será que alguma vez o tive? Será que alguma vez o terei?
Será que não o tenho porque coloquei a fasquia demasiado alta e não me deixei ser amada? Será que o mereço???? Às tantas não o tenho porque não o mereço...
Ou porque o procuro e não deixo que ele me encontre! Às tantas o melhor é mesmo deixar de te procurar e esperar que um dia venhas até mim e me salves desta dor que trago comigo!
Mas queria muito um amor que me fizesse sentir viva, que desse sentido a tudo o que trago escondido dentro de mim!
Vou tirar uma licença destas coisas do amor e tentar esquecer que ele existe! Talvez não me sinta tão só no meio da multidão!
P.S. Por favor procura-me depressa porque me sinto só!!!!!!!
Um amor sem inicio nem fim..... Como é cantado pelos Donna Maria... Será que ele vai reparar em mim????????? Quem quer que ele possa ser....