quinta-feira, 5 de março de 2009

A morte saiu à rua



A morte saiu à rua

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim


Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai


O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal


E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu


Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale


À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou


Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim


Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação


A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim


Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai


O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal


E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu


O Pintor morreu...


O Pintor morreu...


Hoje o meu dia amanhanheceu um pouco mais triste e hoje sinto-me um pouco mais órfã!
Quando era miúda havia uma senhora que tomava conta de mim e hoje ela partiu e o meu coração chora!
Até sempre!

3 comentários:

Paulo disse...

O teu coração não deve chorar, mas sim sentir-se "priveligiado" por ter conhecido essa pessa tão especial...

Os teus AMIGOS não te deixarão ficar orfã, pois estarão sempre presentes para te ajudar e para te apoiar...

BJS GRANDES

Just me disse...

Obrigado por tudo!

Paulo disse...

Assino por baixo...

Também tens feito muito por quem te está mais próximo...

BJS GRANDES