quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ama-se um Corpo como Instrumento de Amar

Ama-se um corpo como instrumento de amar, como forma de onanismo de que o trabalho é dele. Ou como êxtase de um terror paralítico. Ou como orientação ao impossível que não está lá. Com raiva desespero de quem já não pode mais e não sabe o quê. Como avidez insuportável não de o ter tido na mão, porque o podemos ter nela, sofregamente, boca seios o volume quente harmonioso da anca e tudo esmagar até à fúria, ter o que aí se procura e que é o que lá está, mas não o que está atrás disso e é justamente o que se procura e se não sabe o que é nem jamais poderemos atingir.

Vergílio Ferreira, in "Em Nome da Terra"

2 comentários:

Jorge Lobato disse...

Que lamechas que tu andas...quanto mais pensas nisso menos probabilidades tens que te aconteça...

Just me disse...

Ando mesmo muito lamechas.... Nem sonhas quanto, estou a precisar muito do meu Jojó perto de mim!!!

Ai paixao que tenho tantas saudades tuas!!!

Beijocas!!