quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Liberdade



Liberdade

— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.

Hoje seria o seu aniversário se estivesse entre nós e como os grandes homens jamais deveriam ser esquecidos aqui fica a minha singela homenagem.
Li algures que as pessoas só morrem quando caem no esquecimento e como sou teimosa, relembro os dois leitores deste blogue que Adolfo Correia da Rocha, Miguel Torga, era um escritor fantástico!

3 comentários:

sonia disse...

Quem são os dois leitores?
Nunca te esqueces de ninguém e todos te agradecem por isso!

Beijo grande

Just me disse...

É isso eu geralmente não me esqueço de ninguém, não sendo o teu caso, nem sempre as pessoas se lembram de mim!

Devem ser dois leitores, máximo três! LOL!!!

Beijocas

Paulo disse...

Um escritor desta categoria nunca "morre"...

Especial como és, é impossíel uma pessoa esquecer-se de Ti...

BJS GRANDES