terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.

By Sophia de Mello Breyner Anderson

4 comentários:

sonia disse...

Hoje não estou para amar, estou para coisas muito mais divertidas!!! Portanto, poema um pouco lamechas! Estou a brincar!!!
Ui!!!Estou cá com uns calores!!!

Beijo

Paulo disse...

O dia de hoje devia ser apagado do calendário...

Aguardam-se melhores dias...

Desculpem...

BJS GRANDES

Just me disse...

Sonia:

Deixa-me advinhar, hoje estás um bocadinho menopausica.....

Paulo:

Mais cedo ou mais tarde vencerás esse obstáculo, não desistas!

Beijocas

Paulo disse...

Desistir é o que me apetece fazer, pois não me sinto com força para continuar a tentar...

Mas ainda é cedo para dizer o que vai acontecer daqui para a frente...

BJS GRANDES